DEPOIMENTOS


Irei descrever o que foi para mim o conjunto intitulado "Arnaldo e Patrulha do Espaço".

Eu estava numa época na qual tentei fazer uma banda de garagem...

Mesmo havendo tocado no estúdio dos Beatles com os Mutantes, coloquei a alma no sentido humano.

Então, nos ensaios ligávamos o microfone de voz na vitrola de ouvir vinis.

O resultado foi como chamo: Lenha; ou música bárbara, que preenche o lado animal de todos nós.

Música apimentada e com pouca atenção aos detalhes. Bjs.


Arnaldo Dias Baptista

Conheço o Rolando já faz ums 20 anos rsrsrs...quando me apresentaram ele aqui..(ele tava morando em ctba) eu nao sabia direito quem ele era, e foi chegando daquele jeito simples, fala mansa rs.rs., elogiando sempre meu trabalho, coisa de gente fina. Isso me fez ver de cara que ele era top de linha, alem de ser um extra-ordinario musico "baterista", ele é um grande emprendedor promovendo worshops, eventos de batera nos quais ja tive a honra de participar tanto aqui em curitiba como em outros estados SP, SC etc, e o que dizer ele pilotando a batera do Patrulha eu seria suspeito rsrs tecnica, pegada, musicalidade, dinâmica tudo isso somado a um grande espírito rockeiro.....nos encontramos faz um mes em SP num show que o Blindagem fez em homenagem a Paulo Leminski, sempre é uma grande alegria encontrar essa grande "figura".

Jr. tenho grande orgulho de ser seu amigo.


Pato Romero - Baterista da banda Blindagem.


Rolando, o tenho como uma das minhas influencias e inspiraçoes.

Ainda me lembro na abertura do Van Halen qdo ele fez a intro do show do patrulha e me hipnotizou.

Hoje é meu amigo e tenho muito orgulho disso. Grande batera, grande pessoa.

Seja no Patrulha, Made, Inox ou onde tenha passado ele é uma marca inigualavel no Rock.

Posso dizer que amo esse cara como se fosse da minha familia

Sempre digo uma coisa: o JR (é como eu o chamo) é um Rock Star brasileiro de verdade.


Ivan Busic - Baterista da banda Dr. Sin

"Em 1.997 estávamos gravando o álbum 'E O Rock'n'Roll, Brasil!?' e o Rolando Castel Jr. era o produtor do disco, no estúdio Audio Mix em Curitiba. Nessa época morávamos juntos numa casa no bairro Cabral e virávamos a noite ouvindo músicas e escolhendo faixas para o 'Dossiê - Patrulha do Espaço'. Lembro do Jr. se emocionando e contando a história de cada faixa, cada momento vivido. O cara viveu o auge do Rock no Brasil e pôde conhecer e tocar com várias figuras lendárias da época. Viu surgir e acabar várias bandas legais e tinha muita bagagem dessas vivências e loucuras que o Rock proporciona. A Patrulha do Espaço era um trio poderoso entre seus pares. Dava pra sacar que os caras tinham unidade, mesmo mudando a formação constantemente, pois o Jr. era o catalisador, o cara que dava o gás para os outros tocarem com ele aquelas músicas. Ele é o patrulheiro do Rock brasileiro."


Fabio Elias - Vocalista e Guitarrista da banda Relespublica


“A Patrulha do Espaço é talvez o maior exemplo de raça e amor pelo rock do Brasil. Rolando Castelo Júnior, o patrulheiro mor, leva a banda nas costas por décadas e sempre muito bem amparado por demais patrulheiros de responsa. Quando se fala em bateria e rock pesado no país, é impossível de não lembrar das performances acrobáticas de Rolando... Desde os primeiros dias como banda de apoio de Arnaldo Baptista, passando pela abertura dos shows do Van Halen em SP, e milhares de outras datas pelo nosso Brasil varonil; a Patrulha é, e sempre será, sinônimo de amor ao rock e a liberdade musical”.


Bento Araújo (revista poeira Zine – www.poeirazine.com.br)

" Na verdade nós nunca curtimos o rock que rolou no Brasil nos anos oitenta. Um belo dia, nosso amigo Baga Rotini (o maior fã de Patrulha que eu conheci e que inclusive fez shows na banda) me induzir a comprar o "Dossiê". Ainda bem! Pra nós o Patrulha foi a salvação dos anos 80 no rock brasileiro e uma grande influência para nos levar a compor rock em português."


Marzio Lenzi - Vocalista e Guitarrista da banda Lenzi Brothers


Tocar na Patrulha do Espaço, com certeza, foi algo muito positivo que aconteceu em minha vida!!!

Foi uma experiência incrível tocar músicas de pessoas que eu tenho como ídolos. Tocar músicas dos saudosos Dudu, Serginho, Coquinho, não tenho palavras para descrever...e melhor ainda, tocar músicas de Arnaldo Baptista, que na minha opinião, é o grande ícone do rock brasuca...

Tocar ao lado de Rolando Castello Júnior e Percy era como estar no paraíso dos rockers, altas viradas de batera, aquela voz possante e possuída, sem dúvidas, foi um dos grandes lances que me aconteceram nessa vida.

Durante minha passagem por esta banda, tive o prazer de tocar com dois excelentes baixistas, o primeiro foi o Vagner Siqueira, que já vinha de outras parcerias comigo, e o segundo foi o Adriano Rotini, nosso querido Baga, que foi um alento que surgiu quando Vagner se despediu da Patrulha. Grande cara, sensacional, puta baixista...

Resumindo, na minha opinião, com todas essas idas e vindas, troca de membros, tretas e tal, Patrulha do Espaço é uma das bandas mais fodas do nosso Rock´n´Roll...


Ricardo Dezotti Dozzi Tezza - Vocalista e Guitarrista da banda Freak!

Era fins de 1992, eu havia 14 anos e ja ouvi Rock ha pelo menos 4 anos. Conhecia muito bem a Santissima Trindade(Led, Sabbath e Purple) como qualquer iniciado, mas nao sabia da existencia de grupos como Humble Pie, Grand Funk, King Crimson e Frank Zappa, so para citar alguns, ou mesmo dos nossos Rocker's tipo, Peso, Bixo da Seda, Som Nosso de Cada Dia, Terço, Mutantes, Made, Casa das Maquinas e Patrulha do Espaço. Em um momento em que internet praticamente nao existia, a unica forma de entrar em contato com grupos assim era atraves de alguem que ja conhecia essas bandas. Ouvir essas bandas ainda era outra dificuldade, ou se tinha o vinil pra curtir ou alguem tinha um K-7, que naquele periodo tinha um valor muito grande!!!! Quem viveu esse periodo sabe do valor de um K-7 por exemplo ou das dificuldades de se arranjar uma gravaçao, conhecer um grupo. Hoje em dia parece piada relembrar disto, mas a internet se tornou uma ferramente fundamental de estudo e pesquisa, acabou desenterrando e fez reviver varios desses grupos digamos extintos, como é o caso recentemente do Terreno Baldio, so pra citar um exemplo. O que quero dizer é, basta vontade pra conhecer qualquer grupo hoje em dia! No meu caso tive a sorte de conhecer um vizinho, que se tornou um grande amigo meu, o Elson da Praia Grande. Além de conhecer, possuia discos e fitas desses grupos, sendo que toda vez que ia a casa dele, me fazia conhecer uma banda ou um disco diferente, e um grupo em especial ouviamos bastante la, era o disco branco da Patrulha(3)! Esse disco pra mim é marcante, seu rock simples, com muita energia, cru e feito de certa forma "diferente", com uma bateria matadora, falava da vida na estrada tocando, curtindo festas, vivendo em meio a uma sociedade careta. De cara aquilo me tocou, virei fa dos caras e aonde quer que eu fosse, levava uma fitinha. Fiz todos meus amigos e mais aqueles que nao conhecia escutarem Patrulha, encomodei muita gente por ai!! Eu ja tocava baixo nesse periodo, e em dezembro de 1993, fiquei sabendo atraves de alguns amigos que trabalhavam em uma loja de instrumentos, que haveria um Workshop em minha cidade, Florianopolis, com Rolando Castello Junior!!! Fiquei em extase, quase nao acreditava que iria conhecer um dos meus idolos! No tal dia estava eu la, e pra minha surpresa Junior estava acompanhado de um guitarrista fenomenal, que agora nao me recordo o nome e um tal de Kokinho, que naqueles dias eu nao sabia quem era. Nao preciso dizer que os caras arrasaram, minha cara quase caiu com a presença de palco rocker do Kokinho, nunca tinha visto coisa igual ao vivo, foi muito foda! Atacaram com medley's instrumentais que passavam por J. Beck, Hendrix, ELP, Sabbath, Led, B. Guy...Ao fim, passaram comprimentado o pessoal que estava prestigiando e que se acomodavao nas cadeiras do pequeno cinema Arte 7 , eu, com o maior sorriso de alegria do mundo, estava com 5 vinis aguardando um autografo do Junior, portava o 1° Made, Patrulhas e o Inox. Quando ele chegou na minha creio que ficou impressionado, pois eu era possivelmente, o mais jovem ali e o unico que tinha discos dele. Foi bacana, conversamos, perguntei algumas coisas que queria saber e assim foi travado meu primeiro contato com o Junior. Depois disso, Junior esteve em Florianopolis em 94 fazendo um workshop pela zildjian, novamente ali eu estava. Engraçado, quando ele me via ficava feliz, sei la porque, acho que era por eu ser muito moleque, e que possivelmente naquele periodo poucos adolescentes da minha idade conheciam o seu trabalho, certamente naquele momento a afinidade musical também ajudou que ficassemos mais chegados. Anos passaram, mas sempre que nos encontravamos, eu sempre expressava a minha grande vontade de fazer um som com ele, apenas ir a um estùdio e tocar. Ele por sua vez, sempre cordialmente dizia, "é so chamar que eu apareço", mas infelizmente a coisa nunca acontecia por varios motivos. Eu sempre sonhei em tocar com o Junior, tocar com ele seria muito mais que por exemplo, tocar com um grande batera como Ian Paice, nao sei explicar, sei que tocar com um Patrulha fazia a diferença pra mim, se tal coisa um dia acontecesse me sentiria realizado!! Coisas de fa...

Em fins de 2004, quando estava montando o repertòrio do disco Esperanza, do meu grupo instrumental Brasil Papaya, surgiu a idéia de chamar o Junior e fazer alguma coisa juntos. Como eramos todos fas da Patrulha, nao foi dificil decidir o que fazer, convidamos o Junior pra gravar a bateria de uma versao nossa de The Cowboy, do Arnaldo Baptista e Patrulha do Espaço, onde ao final fazemos um medley de Cao Vadio e Festa do Rock. A partir daquele momento, minha relaçao musical com o Junior se estreitou muito, e no ano seguinte 2005, fizemos outra parceria em Florianopolis, com um RolandoRock, talvez um dos primeiros que Junior fez por ai. Basicamente era tocar sons que faziam nossa cabeça, como Grand Funk, Hendrix, Bixo da Seda e classicos da carreira do Junior, como sons do Aeroblus, Patrulha, Made...foi um grande concerto com musicos locais de peso, como Gnomo(vocal), Eduardo Pimentel e Adriano Rotini, guitarrista e baixista consecutivamente da Brasil Papaya. No ano seguinte veio o convite que eu jamais imaginei, Junior me liga perguntando seu eu queria tocar com a Patrulha, nem preciso responder se aceitei, embarquei na nave na mesma hora rumo ao desconhecido!!rsrs

Foi uma viagem (experiencia) incrivel, tive o prazer de conhecer e tocar com o Percy, que é sem dùvida um dos maiores cantores de rock do Brasil, e tocar com o grande guitarrista e irmao Ricardo Dezotti. Juntos tocamos por 6 meses e fizemos concertos memoraveis, em cidades que a Patrulha nunca havia estado antes, onde fas ha muitos anos esperavam pela oportunidade de ver a Patrulha ao vivo. Destaco o Goiania Noise Festival e um show em Taguatinga no Blues Pub, organizado pelo Mario Pacheco(confiram: www.dopropriobolso.com.br), onde numa segunda feira chuvosa, sem divulgaçao praticamente, fas que nunca tinham visto a Patrulha ao vivo, lotaram a casa e quase botaram abaixo o lugar, inequecìvel!!

Adriano Rotini "Baga" - Baixista da banda Brasil Papaya


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